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segunda-feira, novembro 12, 2007

Ana Maria Braga e as mentecaptas feministas

DESABAFO - MULHER MODERNA
"São 6h... O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...
Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje... Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.. .
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem... Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento. ..
Brigadeiro.. .
Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de
molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo
legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com idéias
mirabolantes sobre 'vamos conquistar o nosso espaço'!!!
Que espaço, minha filha??? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.
Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!!
Que raio de direitos requerer?
Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da
cruz...
Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard
do vôlei.
POR QUE???..me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o
tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!!
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que
acessórios usar... tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido,
resolvendo problemas que nem são meus!!!
E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as
unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (ufffffffffffffffff ff!!!!!!! ).
Viramos supermulheres e continuamos a ganhar menos do que eles... Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?
CHEGAAAAAAA! !!
... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela...
ai, meu Deus, já são 6:30,tenho que levantar!... , e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga
'meu bem, me traz um cafezinho, por favor?', descobri que nasci para servir.
Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....
Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?"

quarta-feira, outubro 03, 2007

Campanha Dove


Campanha DOVE, mostrando a diversidade dos corpos femininos

Campanha com modelo anoréxica rouba a cena na Semana de Milão



Uma campanha publicitária que usa uma modelo anoréxica está roubando a cena na abertura da Semana Internacional da Moda de Milão.
Os anúncios, expostos em jornais e outdoors italianos, mostram uma modelo nua sob os dizeres "No Anorexia" ("Não Anorexia"). A modelo é a jovem francesa Isabelle Caro, que pesa apenas 31 quilos.A campanha é cria do italiano Oliviero Toscani, conhecido pelas polêmicas campanhas da Benetton nos anos 80 e 90 que usavam fotos abordando temas como Aids, guerra e racismo.Em entrevista à BBC Brasil, Toscani defendeu a nova campanha, dizendo que, em contraste com o corrente no mundo da publicidade de moda, ela busca uma aproximação com a "condição humana"."Toda a publicidade de moda e as revistas e os jornais de moda se afastaram dela, se tornaram abstratas, esvaziaram o ser humano. A gente olha essas campanhas e vemos o vazio, e dizemos a nos mesmo: essas pessoas são como garrafas vazias", diz Toscani.PrioridadeA campanha, da griffe de moda Nolita, contou com o aval do Ministério da Saúde da Itália.A luta contra a anorexia é uma das prioridades do governo do premiê Romano Prodi. Hoje, cerca de 2 milhões de italianos sofrem da doença e de bulimia. A ministra da Saúde Lívia Turco afirmou, em nota oficial, que “uma iniciativa como esta é importante para abrir um canal de comunicação privilegiado com o público jovem, através de uma mensagem clara e capaz de chamar a responsabilidade para este drama”.Oliviero Toscani criou a campanha tendo em vista um público muito mais amplo do que os consumidores de moda. “A idéia não é uma campanha para o povo da moda, mas sim para quem olha para moda, para as meninas, as jovens, as estudantes, todos os públicos. O rei está nu”, disse ele.O fotógrafo, que já tinha abordado o tema em um filme que chegou a ser apresentado no festival de Locarno, acha que "a responsabilidade deste problema não é apenas do mundo da moda"."Existem as mães, a família, a desilusão de quem não se identifica com a imagem projetada pela mídia. Uma garota vê uma foto de moda ou uma imagem da televisão e pensa consigo mesma: 'Eu não poderia nunca ser assim', e assim tenta desaparecer, se auto-destruir, é um drama”, afirmou Toscani. Ele conta que não foi difícil encontrar uma menina anoréxica. “Eu a procurei com um diretor de cinema busca uma atriz para um filme.”'Imoral'Mas vender roupa usando como imagem quem não tem como vesti-la não foi uma estratégia fácil de ser colocada no mercado. O principal jornal da Itália, o Corriere della Sera, se recusou a estampar a fotografia. A campanha também ficou longe das ruas da França, sendo vetada nos outdoors. “A justificativa era de que a imagem era imoral. Não somos, ainda, civilizados“, afirmou Toscani.Toscani acredita que, mesmo com a polêmica em torno da campanha, ela deve ter bons resultados.“Acho que isso pode ser o começo de um novo ciclo de publicidade, vamos ver o que acontece. Não são tantos os clientes que possuem a coragem de fazer uma campanha como esta. Todos pensam que a comunicação publicitária deve ser falsa ou artificial, mas eu acho que se pode fazer algo interessante e tirar vantagens econômicas ao mesmo tempo.”

segunda-feira, outubro 01, 2007

Mais exploração do corpo feminino


Mais de mil mulheres de biquínis batem recorde


Um grupo de 1010 mulheres de biquíni bateu hoje o recorde de maior foto de trajes de banho em Bondi Beach, Sydney. A foto, que foi acompanhada de perto por um inspetor do Guinness, entrou para o Livro dos Recordes
"Este com certeza foi um dos recordes mundiais mais espetaculares para os quais fui convidado a julgar", disse Chris Sheedy, representante do Guinness. "Como australiano digo que é lógico que qualquer recorde envolvendo sol, areia e surfe deve ser realizado neste país."
Os salva-vidas da praia em Sydney transformaram seus postos de observação de frente para o mar em vestiário improvisado para permitir que cada mulher vestisse seu biquíni. Havia modelos profissionais e também voluntárias. Elas dançaram e atraíram a atenção de muitos curiosos.
As mulheres formaram a palavras "cosmo" na areia. A foto estampará edição de janeiro de 2008 da revista Cosmopolitan.
A sessão de fotos foi realizada ao final de festival de moda e beleza das revistas da editora ACP. A editora da Cosmopolitan Sarah Wilson coordenou a foto. "Eu queria fazer alguma coisa que colocasse as mulheres em um ambiente onde elas estivesse junto com outros corpos e pudessem se sentir confortáveis", disse Sarah.
Com agências internacionais

quarta-feira, setembro 19, 2007

Exploração do corpo feminino / padrões de beleza


Anúncio: feiosa imita casal "sarado" por beijo de nerd

Para acabar com a vergonha e ganhar um beijo "caliente", nada melhor que uma cerveja. É isso o que propõe o novo comercial da cerveja Guinness, que está em exibição nas TVs da Inglaterra. Até uma menina "feiosa" conseguiu o que queria, após usar a bebida como arma para garantir um beijão de um nerd.
O anúncio mostra a menina tímida e feiosa observando um casal "sarado" se beijando em um bar. Para apimentar o encontro, a gata molha os lábios com a espuma da cerveja e faz seu namorado arrancar um beijão seu.
A feiosa não se contém e suspira ao observar o casal. O garçom "camarada" serve a cerveja à menina, que rapidamente mira seu alvo: um nerd que não vê a hora de abandonar seu livro.
Após acenar para o "gatão", a feiosa molha todo o rosto com a espuma da cerveja e ganha um mega beijo do nerd.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Exploração do corpo feminino 3

A mídia transforma as atletas em meros corpos para exposição da beleza, elegendo "musas", desqualificando totalmente a carreira da atleta, e dando importância para frases como essa:
Musa, Delaroli lembra que já foi "bem feinha"
A mineira Flávia Delaroli, 23 anos, destaca-se na natação não apenas por seus rápidos tempos nas provas de 50m e 100m livre, mas também por sua beleza. No entanto, a atleta, que conquistou duas medalhas nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, afirma que nem sempre foi assim."Apareci primeiramente pelos meus resultados, pois era bem feinha, esmilingüida, com cabelo muito curto e até aparelho nos dentes", recorda Delaroli, que ainda adolescente, aos 15 anos, já conquistava a medalha de bronze na prova de revezamento 4x100m nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg.
Mesmo reconhecendo a melhoria na aparência e a vaidade no momento de se arrumar, Delaroli não se encanta com o título de musa. "Penso que as pessoas que estão sempre expostas acabam analisadas e colocadas dentro de um perfil, de um estereótipo. Como mulher, claro que gosto de elogios, mas ser considerada musa nunca foi algo que almejei", completa. "Só não gosto quando parecem esquecer da minha qualidade como atleta", finaliza.
Dentro das piscinas, Delaroli já pensa em Pequim, após ter conquistado o índice olímpico para os 50m livre durante o Pan. "Vou seguir me preparando para esta prova, pois, analisando os tempos das adversárias, é nela que tenho o melhor desempenho", afirma. "E sempre que faço um bom trabalho para os 50m, acabo indo bem também nos 100m", continua.
Os resultados no Rio de Janeiro mostram que Delaroli tem razão. Após terminar os 50m livre em quarto lugar, conquistou a medalha de prata no revezamento 4x100m livre e a de bronze nos 100m livre. "Sempre que há um intervalo razoável entre as provas, o ideal é competir em outras competições antes dos 50m, até para entrar no campeonato com um peso menor", explica a nadadora.

segunda-feira, julho 30, 2007

Exploração do corpo feminino 2

Imagens cedidas pelo amigo Bernardo- não identificamos em que ocasião estavam essas mulheres com a bandeira do Che Guevara, mas enfim apenas dizer que se trata de mais uma exploração do corpo feminino, além de usar indevidamente a imagem do Che, que se tornou mais um símbolo de consumo do capitalismo.

domingo, julho 22, 2007

Exploração do corpo feminino

Cortadoras de grama de biquíni são sucesso nos EUA
Empresa que cuida de jardinagem está oferecendo um serviço de corte de grama diferenciado, com as funcionárias vestindo apenas biquínis enquanto manejam cortadores. O dono da Time Lawn Care, Lee Cathey, diz que o negócio faz o corte de grama se tornar uma coisa mais interessante, com taxas um pouco mais altas do que o serviço regular."Temos alguns clientes que se sentam em suas cadeiras, bebendo cerveja e curtem o corte de biquíni", diz. "Definitivamente os jardim ganham mais atenção quando há um biquíni na grama". A funcionária Blair Beckman, 21 anos, diz que uma atenção especial já é esperada, mas ela vê as vantagens do emprego.
"Você ganha atenção, mas também um bronzeado, que eu precisava", afirma ela. A empresa, criada há três meses, quer expandir os serviços até o fim do verão do hemisfério norte. "No outono, teremos serviço de poda com biquínis se necessário", disse Cathey. Entretanto, o empresário admitiu que não houve interesse em versões masculinas do corte de grama em biquíni.

sábado, julho 21, 2007

Propaganda machista!!!







Obs: imagens cedidas pelo Pablo e scaneadas pelo Bernardo, meus amigos que não são machistas !!!

sexta-feira, março 23, 2007

Novamente Igreja Católica contra o aborto..

Bebê anencéfala será ícone em ato contra o aborto
A bebê anencéfala Marcela de Jesus Galante Ferreira, que completou quatro meses anteontem, virou motivo de preocupação do movimento pela descriminalização do aborto e, ao mesmo tempo, ícone dos grupos em defesa da vida.A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público, que acontece sábado, a partir das 10h30, na praça da Sé, centro de São Paulo. Entre os nomes confirmados estão os do padre Marcelo Rossi, do ex-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, e do advogado Ives Gandra Martins.O ato, organizado por grupos católicos, espíritas e evangélicos, pretende reunir 15 mil pessoas e quer chamar a atenção do Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei que descriminalizao aborto."Queremos que os deputados que compõem a nova comissão de seguridade social e família pensem duas vezes como vão votar esse projeto e prestem atenção no retrato da vontade popular", diz a advogada Nadir Pazin, coordenadora adjunta do Comitê Estadual em Defesa da Vida, um dos organizadores do evento.Para Pazin, o caso de Marcela é emblemático para o movimento antiaborto porque ele contrariou todas as expectativas médicas de que ela morreria logo após nascer. "Caiu por terra a tese dos grupos feministas e de quem defende a legalização do aborto. Ela mostrou que não é como a ciência quer, mas sim como Deus quer."

quarta-feira, março 21, 2007

A Igreja Católica pautando a mídia

Apelo ecumênico
O papa conclama a mobilização dos cristãos, pedindo que o direito à vida, do começo ao fim, seja "defendido e promovido de maneira especial pelos que crêem em Cristo", pois "os ataques ( ...) no mundo todo estão se estendendo e se multiplicando, assumindo formas diferentes (...) e as pressões para a legalização do aborto na América Latina e nos países em vias de desenvolvimento são cada vez mais fortes".
Bento 16 falou também sobre "a liberalização do aborto químico sob o pretexto da saúde reprodutiva", assim como apelou para a "consciência cristã" diante das "leis para legalizar a eutanásia e dos incentivos à legalização das convivências alternativas ao casamento, fechadas à procriação natural". E, por fim, dirigiu um pedido a "profissionais, juristas e médicos" para que se empenhem em "elaborar um competente julgamento" desses assuntos, e que, se for o caso, expressem "uma valente objeção de consciência". Para quem não sabe, aborto químico é a expressão utilizada pelos grupos antiaborto, criados ou incentivados por integrantes da Igreja Católica, para referir-se à pílula do dia seguinte.
Sexualidade, aborto, pílula do dia seguinte, aborto legal, união civil entre pessoas do mesmo sexo, procriação natural (o que será que o papa quer dizer com isso?) estão sendo postas na ordem do dia pela Igreja aqui no Brasil, em apelo ecumênico, como parte da preparação da visita do papa.
Manter o tema da visita do papa na pauta da grande mídia e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o discurso de condenação ao aborto em qualquer circunstância (voluntário ou permitido em lei), exaltar a maternidade e apontar o lugar das mulheres na família, na Igreja e na sociedade.

Ler a matéria na integra: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=425JDB003

Comentário: Mais uma vez a Igreja Católica mostrando seus valores, e reafirmando o papel da mulher: Mãe, esposa dedicada.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

DEBATE ABERTO
As lições do Referendo:A esquerda venceu o referendo sobre a descriminalização do aborto em Portugal, mas sua campanha sacrificou o direito de a mulher optar. O argumento da humilhação dos julgamentos impediu que ela fosse vista como um sujeito autónomo e racional.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

domingo, janeiro 14, 2007

Yeda não me representa(parte III)

Questão de estética
Para surpresa dos secretários que se preparavam para tirar a foto do grupo na tarde de sexta-feira, nas escadarias do Palácio Piratini, a governadora Yeda Crusius pediu um tempo antes do clic. Para passar batom. Como não tinha o seu Dior à mão, pediu emprestado o batom de uma assessora e maquiou cada uma das secretárias. Na foto, a secretária da Cultura, Mônica Leal, recebe os cuidados da governadora, enquanto os homens aguardam pacientemente que o grupo feminino,Cuidadosa com a imagem, a governadora evita ser fotografada sem batom.

Comentando: Esta foto saiu na zero Hora do Domingo passado, dia 7/1, uma cena lamentavél, onde expõe as mulheres apenas a futilidades..infelizmente é isso que sai no jornal sobre as mulheres da política do nosso Estado, preocupação com batom...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

As mulheres mudaram, a imprensa não liga!

As mulheres chegam ao fim do ano sem ter o que comemorar com relação ao tratamento que receberam da mídia. Nem mesmo a divulgação dos novos Indicadores Sociais brasileiros pelo IBGE serviu para que a imprensa desse o merecido destaque às mulheres e à mudança de sua situação na sociedade brasileira.
E talvez a culpa nem seja do preconceito. Talvez a culpa seja dessa nova forma de fazer jornalismo, que não dá espaço aos repórteres para pegar um assunto – que não envolva celebridades – e irem além do texto oferecido pelas assessorias da imprensa.
Se uma celebridade tiver um problema (como no caso Daslu) ou um sonho (como o desejo da primeira-dama de adotar uma criança), a imprensa vai destacar repórteres e reservar espaço para tratar do assunto à exaustão.
Mas quando se trata de problemas reais, como os que são retratados no relatório do IBGE, envolvendo gente sem dinheiro, sem charme e sem educação – o grosso da população brasileira –, a imprensa se limita a mostrar o texto oficial. Texto que daria pauta para muita matéria boa
No relatório, divulgado dia 21/12 ficamos sabendo que:
** À medida que trabalha mais, a mulher brasileira, em especial as mais escolarizadas, gera famílias menores. A comparação dos dados de 1995 e 2005 mostra que a proporção de mulheres em idade reprodutiva com filhos caiu de 63,4% para 63%. Já a participação feminina na distribuição da população economicamente ativa subiu 3,2 pontos percentuais.
** O índice de famílias chefiadas por mulheres subiu de 20,2% para 28,5% no transcorrer da última década – e já é o dobro nas regiões metropolitanas de Salvador (42%), Recife (41,3%) e Belém (40,9%).
** Os casamentos no Brasil estão mais duradouros. De 1995 a 2005, a duração média passou de 11,1 para 12,1 anos, de acordo com as estatísticas do Registro Civil. Os mais fugazes foram verificados no Amazonas (9,7 anos), enquanto os mais longevos estão entre os gaúchos (13,9) e os catarinenses (13,5).
Para o leitor comum, que não é antropólogo nem sociólogo, o relatório – do qual selecionamos apenas uma parte mínima – acaba sendo mais um amontoado de percentuais explicados com termos difíceis. Para esse leitor, que pode eventualmente se encaixar num desses itens, fica tudo muito impessoal, já que não se chamou um especialista – a não ser os técnicos do IBGE – para tentar explicar o que essas mudanças querem dizer.
Rosto e palavra
Nesse ponto a Folha de S.Paulo se saiu melhor do que o Estado de S.Paulo. Nas duas páginas que o Estado dedicou ao assunto, vimos apenas números e mais números. A Folha, em pequena matéria, tentou ir além, falando das causas da mudança:
A emancipação feminina ajuda a explicar por que, de 1995 a 2005, foi de 20,2% para 28,5% o percentual de mulheres entre o total de chefes de família. Esse aumento aconteceu mesmo em famílias onde havia cônjuge. Em 1995, do total de mulheres chefes de família, 3,5% viviam com seus maridos. No ano passado, esse percentual aumentou para 18,6%.
A maior sensibilidade da Folha revela-se também no destaque dado ao item trabalho doméstico, que nem foi mencionado pelo Estadão. Diz a Folha:
Esse movimento a favor das mulheres, no entanto, não as livrou de ficarem sobrecarregadas com os afazeres domésticos. No ano passado, 92% das mulheres, além de trabalhar, realizavam afazeres domésticos em casa. Entre os homens, esse percentual era de 51,6%. Essa sobrecarga da dupla jornada de trabalho é verificada também quando se analisam as horas dedicadas às tarefas domésticas. Para mulheres, foram em média 21,8 horas por semana. Para homens, 9,1 horas.
Tais indicadores variam bastante de acordo com o estado. Os homens gaúchos, por exemplo, são os que mais ajudam as mulheres nos afazeres domésticos, com 71,7% declarando fazer esses serviços. O tempo que eles gastavam com esses afazeres, no entanto, não era muito: 8,6 horas, enquanto as gaúchas trabalhavam em casa, em média, 20,9 horas semanais. No outro extremo está Alagoas, onde apenas 28,4% dos homens ajudam as mulheres com os afazeres domésticos. O tempo dedicado pelos homens alagoanos a esses afazeres, no entanto, era maior do que o dos gaúchos: 10,3 horas semanais.
Agora que nós, leitoras, ficamos sabendo oficialmente que as mulheres estão trabalhando mais, estão assumindo, em maior número, a responsabilidade pela família e que, apesar de tudo, continuam nas funções domésticas sem grande apoio dos companheiros, resta esperar que a imprensa dê rosto e palavra a essas mulheres. Resta esperar que a mulher simples, que não vira notícia porque colocou botox, usa grife, foi morta ou matou o namorado, mereça um espaço maior na imprensa.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Mamãe noel decotada!

"Mamãe Noel" decotada é estrela de anúncio de MP3Segunda, 18 de Dezembro de 2006, 16h13 Fonte: INVERTIA
Uma propaganda de MP3 player que está sendo veiculada na Suécia mostra uma modelo vestida de "Mamãe Noel", usando apenas uma blusa e um short curto, cantando "We Wish You a Merry Christmas" com sotaque sueco. A campanha publicitária é da Kenwood, empresa especializada em equipamentos eletrônicos com unidades no mundo todo. Na propaganda, a modelo aparece ouvindo um MP3 player e acompanhando a música de forma sensual para uma câmera de computador. Quando termina, ela desliga o aparelho e aparentemente vai para a cama.

sábado, dezembro 16, 2006

Sereia ou baleia?

A academia Runner colocou um outdoor em São Paulo quedizia o seguinte: "Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?"Uma mulher enviou a eles a sua resposta e distribuiu o seguinte e-mail por aí...Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moçascultural de biquíni e a frase: " Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?
"Respondo:Baleias sempre estão cercadas de amigos.
Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos.
Baleias amamentam.
Baleias andam por aí cortando os mares e conhecendo lugares legais como as Banquisas de Gelo da Antártida e os R ecifes de Coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos.
Baleias comem camarão à beça.
Baleias esguicham água e brincam muito.
Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais.
Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias não existem.Se existissem viveriam em crise existencial: sou um peixe ou um ser humano?Não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza. São lindas, mas tristes e sempresolitárias...Runner querida, "prefiro ser baleia!"(A Runner retirou o outdoor na mesma semana!)

Ainda em segundo plano


Em nenhum lugar do mundo a igualdade entre homens e mulheres foi alcançada e, no Brasil, a situação é ainda pior, apesar de alguns avanços. Essa é a conclusão do relatório 2006 do Observatório da Cidadania/Social Watch, produzido anualmente por organizações de diversos países. No Brasil, a instituição representante é o Ibase. O documento leva em consideração fatores como educação, renda, empregabilidade e participação política para criar um ranking mundial de equidade entre gêneros. O Brasil ocupa a 50ª posição, 21 pontos atrás da líder Suécia, mas à frente de países desenvolvidos como Itália e Japão.
“Estamos desperdiçando metade dos recursos humanos disponíveis ao não oferecer oportunidades iguais a homens e mulheres”, lamenta Fernanda Carvalho, coordenadora do grupo de pesquisa do Observatório da Cidadania no Brasil e pesquisadora do Ibase. “Não há explicação lógica para isso”.
Enquanto na Suécia o Índice de Eqüidade de Gêneros chega a 89 pontos, numa escala que vai até cem, no Brasil ele alcança 68. Na América Latina, estamos atrás de Colômbia, Panamá, Argentina e Uruguai.
O Brasil apresenta os piores índices nos quesitos ligados ao empoderamento das mulheres. Apenas 11,4% dos cargos de decisão política e ministérios são ocupados por elas. Na Suécia, mais da metade; na Colômbia, 35,7%. No parlamento, a situação nacional é ainda pior. Apenas 8,6% das cadeiras ficam com elas. No país líder, 45%, quase metade. “Para piorar, esse foi o único índice que piorou em relação ao último ano”, diz Carvalho. Em 2005, 13% dos cargos de decisão eram de mulheres. “É preciso investir mais nas candidaturas femininas”, completa a pesquisa. Até 2005, nenhum partido ou coligação havia cumprido a cota estabelecida por lei que manda disponibilizar ao menos 30% das candidaturas a mulheres.
De acordo com Cristina Buarque, pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e redatora do capítulo sobre gênero e desigualdades no Brasil, o empoderamento das mulheres é o item de maior peso no índice. “Esses [itens: participação parlamentar e em cargos de decisão], na atualidade, são, sem dúvida, os pontos cruciais para a elevação ou rebaixamento do índice de equidade de gênero em grande parte dos países”, escreve no relatório.
Outro item que contribuiu para a posição intermediária no ranking foi a atividade econômica, apesar das melhoras verificadas. Entre 1993 e 2005, o pagamento feito a elas em comparação com aqueles feitos aos homens não evoluiu nada. As mulheres continuam a ganhar 43% do que recebem os homens. Por outro lado, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu. Hoje elas representam 46,9% da mão de obra nacional. A diferença entre gente no mercado e salários se deve, de acordo com Fernanda, ao fato de as mulheres ocuparem profissões menos valorizadas. “É um fenômeno internacional. Onde as mulheres são maioria e o salário é menor. E, em geral, são as profissões que deveriam ser mais valorizadas, pois geralmente lidam diretamente com pessoas”.
A origem desse problema, segundo Buarque, está na educação sexista. O país possui bom desempenho no que se refere ao ensino superior, utilizado como parâmetro para a construção do índice mundial. As mulheres são maioria nas salas de aula universitárias, com 32% mais matrículas do que os homens. Porém, escreve a pesquisadora, em geral elas estão mais presentes em cursos ligados aos papéis tradicionais. “Tais desigualdades se revelam na presença minoritária das mulheres nas carreiras técnicas e tecnológicas e dos homens na maioria das outras carreiras, mantendo um desequilíbrio na relação mulheres/homens perante o mercado de trabalho”, analisa. A esperança da pesquisadora é que a maior presença feminina na universidade ajude a aumentar a equidade entre gêneros a médio prazo.
A pesquisa foi feita em 149 países e tem como tema "Arquitetura da exclusão", na tradução do relatório para o Brasil. Seu objetivo é analisar por que a atual estrututa financeira não beneficia os países pobres e propor soluções. Além da questão de gênero, receberam destaque as políticas raciais e de financiamento no Brasil. Há ainda artigos sobre assuntos relevantes em Argentina, EUA, Índia, México, Moçambique, Peru e Quênia. O relatório completo, em inglês ou espanhol, pode ser obtido em http://www.socialwatch.org/, onde também podem ser consultados os informes indivuduais de cada país.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Encerramento da campanha reforça Direitos Humanos


A Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres terminou no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data foi incluída no calendário para evidenciar que a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.
Além do Dia Internacional dos Direitos Humanos, outras datas significativas marcaram o período de realização da Campanha. O dia 25 de novembro - Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, que marcou o início da campanha mundial; o Dia Mundial de Combate à Aids – 1º de dezembro; e o dia 06 de dezembro – Dia do Massacre das Mulheres de Montreal/ Campanha do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher. No Brasil, a Campanha começou mais cedo, em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra para evidenciar a dupla violência vivenciada pelas mulheres negras decorrentes do sexismo e do racismo.
Para marcar o encerramento da Campanha eram previstas ações em todo o país. Em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, foi realizada uma panfletagem na Rua Frei Mariano, no dia 09 de dezembro, das 9h00 ás 11h00. Em Porto Alegre , também no dia 09 de dezembro, a Fundação Luterana de Diaconia e o Coletivo Feminino Plural finalizam a série de apresentações do projeto “Nem tão doce lar”, no Mercado Público, das 8h00 ás 18h00. Em Fortaleza, a Prefeitura inaugurou a primeira Casa Abrigo, no dia 11 de dezembro, ás 10h00, no IMPARH – Instituto de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos. No dia 18 de dezembro, a Organização Viva Mulher Viva realiza, em Floresta - Pernambuco, um ato para divulgar a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, adotada pela ONU em 18 de dezembro de 1979.
Confira a programação completa da Campanha no nosso site: www.agende.org.br/16dias. Participe. Assuma essa luta!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Ditadura da beleza, parte 2

As mulheres brasileiras não gostam do que encontram quando olham para o espelho. Elas não se acham bonita, apesar de 93% das consultadas acreditar ser impossível atender ao padrão de beleza imposto atualmente, em razão do alto custo para se manter bela.
A pesquisa foi realizada pelo grupo Datastore e encomendada pelo psiquiatra Augusto Cury para embasar o livro de sua autoria, cujo título é "A Ditadura da Beleza". Nele, o médico discute como a sociedade contemporânea exige que a mulher se enquadre no padrão vigente, sobretudo o da magreza. Embora as mulheres considerem caro cuidar da aparência, elas buscam ficar bonita gastando com maquiagem, exercícios, cosméticos e cirurgia plástica, tendo esta ordem como prioridade. Foram consultadas 1,2 mil mulheres nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, entre 13 e um pouco mais de 60 anos. O público ouvido foi de 7,07 milhões de mulheres, o que significa que 1% representa 7,07 mil. Os dados coletados foram surpreendentes. Somente duas entre 10 entrevistadas estão absolutamente satisfeitas com o próprio corpo, porém uma em cada 20 não gosta por completo do corpo. Mas, 63% julgam estar em condições de vestir roupa de banho para irem à praia ou piscina. A barriga liderou como a parte da silhueta mais rejeitada com 46%, seguida pelos seios, bumbum e culote. Tanta insatisfação levou 52% das consultadas praticarem algum exercício físico. De acordo com Marcus Araújo, presidente do grupo Datastore, a maior surpresa foi em relação ao grupo entrevistado na faixa etária de 13 a 19 anos. Apesar de não poderem realizar a lipoaspiração, principalmente pela falta de recursos financeiros por conta da idade, 41% delas pretendem utilizar deste recurso para ficarem mais belas no futuro. Quanto ao rosto, o líder de descontentamento foi o cabelo, já que 21% disse não gostar das madeixas naturais. Para melhorar a beleza facial, 55% usa maquiagem, 40% cosméticos em geral, 38% fazem limpeza de pele e 31% desejam se submeter à cirurgia plástica. Após tanto se auto-flagelar, as mulheres indicaram os protótipos de beleza pretendidos. Vera Fischer foi a mais indicada, depois Xuxa, Ana Paula Arósio e Gisele Bundchen. Já as adolescentes menores de 15 anos elegeram a cantora Sandy como a mais bela.
Redação Terra